Image: Isabel Filipe
Comemoremos então!
Eu, comemorarei aqui, nestas “quatro paredes que me tolhem os passos que quero dar”
Tu aí, nesse vai e vem do teu dia a dia que são, por mera coincidência, também os meus.
Há dois anos (outra coincidência) tu e eu tínhamos também apenas quatro paredes em nosso redor. – As tuas, pintadas a cores que não se escolhem, as minhas, borradas de aguarelas que escorrem.
Mas eram quatro paredes!
Quatro paredes de desilusão, de cansaço e de podridão
Hoje tudo mudou…
Para que tudo continue na mesma
A podridão é outra, mas continua a ser podridão, cansaço e desilusão!
Está ali estampado. Não vês?!
Está claramente estampado numa das paredes-meias que nos une…
Aqueles olhares… estupidamente escondidos para aquilo que temos para lhes dar!
NÃO! Dissemos nós;
Não queremos percorrer a auto-estrada em contra mão!
E lá estão aqueles olhares escarrapachados e desconfiados outra vez, a escarnecer de mim e de ti como se nós não soubéssemos que não há auto-estrada entre estas quatro paredes.
Estúpidos!
Não sabem nada!!!
Nem se apercebem que o que queremos apenas é gritar à liberdade e festejar a VIDA.
Texto da minha autoria dedicado a uma grande Amiga.