Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
segunda-feira, julho 31, 2006
Tempo de Férias
domingo, julho 30, 2006
(essa)Qana, Israel?!!!

Na mesma manhã em que a aviação israelita atingiu um prédio de três andares em Canaã, no Líbano, fazendo pelo menos 51 mortos, entre os quais 22 crianças, o primeiro-ministro libanês recusou-se a participar em quaisquer negociações até que seja alcançado um cessar-fogo com Israel.
É óbvio, não… Israel?!!!!!
sábado, julho 29, 2006
Talvez
Vivo dentro de uma concha
já não sei sequer quem sou
se existo realmente
se outrora alguém me amou
possivelmente não sou real
existo apenas na minha imaginação
ando perdida no mundo
desgastada pela imensidão...
serão os meus sonhos reais?
Talvez sim ou não
enquanto me procuro
na vastidão do meu pensamento
vou respirando fundo
tentando encontrar fundamento
nesta vida sem alento
num pensamento profundo
SF
sexta-feira, julho 28, 2006
Confidencias
Não procures a verdade no que sabes
Nem destino procures nos teus gestos
Tudo quanto acontece é solitário
Fora de saber fora das leis
Dentro de mim um ritmo cego inumerável
Onde nunca foi dito nenhum nome
Sophia de Mello Breyner
quinta-feira, julho 27, 2006
(sim senhor) Ministro

O Ministro da Cultura do governo do Brasil, Gilberto Gil, deu um concerto na passada Terça-feira no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. O consagrado músico brasileiro apresentou o seu mais recente tema “Balé de Berlim”, juntamente com outros registos inesquecíveis da sua carreira artistica para além de comentários políticos muito a propósito da actualidade internacional. – Gostei.
quarta-feira, julho 26, 2006
Momentos
Esta angustia não esperada
Muito menos planeada
Invade-me uma vontade indisfarçável de me mascarar
De gargalhar, de disfarçar e meu cérebro enganar.
Sim, assumir sub-repticiamente uma expressão alegre e seduza o pensamento
E o meu corpo sinta. Sinta e eu finja.
E dissimule… consiga ultrapassar a dor desta angústia que teima e quer ficar
terça-feira, julho 25, 2006
Cânticos
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Cecília Meireles
segunda-feira, julho 24, 2006
Caloust Gulbenkian

CALOUSTE SARKIS GULBENKIAN, fundador da Fundação Gulbenkian foi, no seu tempo um investidor na área do petróleo, onde ficou conhecido como o senhor "cinco por cento". A sua paixão pelas artes, levou-o a juntar uma colecção única no mundo que se encontra reunida no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Chegou a Lisboa em plena II Guerra Mundial, onde acabou por se instalar até à sua morte, em 1955. Filantropo, deixou parte da sua fortuna à Fundação com o seu nome, cuja missão, estabelece objectivos caritativos, artísticos, educativos e científicos.
domingo, julho 23, 2006
ai Israel, Israel...
De ti que inventaste
a paz
a ternura
e a paixão
o beijo
o beijo fundo intenso e louco
e deixaste lá para trás
a côncava do medo
à hora entre cão e lobo
à hora entra lobo e cão.
De ti que em cada ano
cada dia cada mês
não paraste de acender
uma e outra vez
a flor eléctrica
do mais desvairado
coração.
De ti que fugiste à estepe
e obrigaste
à ordem dos caminhos
o pastor
a cabra e o boi
e do fundo do tempo
me chamaste teu irmão.
De ti que ergueste a casa
sobre estacas
e partiste
deuses e linguagens
guerras
e paisagens sem alento.
De ti que domaste
o cavalo e os neutrões
e conquistaste
o lírico tropel
das aguas e do vento.
De ti que traçaste
a régua e esquadro
uma abóbada inquieta
semeada de nuvens e tritões
santidades e tormentos.
De ti que levaste
a volúpia da ambição
a trepar erecta
contra as leis do firmamento.
De ti que deixaste um dia
que o teu corpo se cansasse
desta terra de amargura e alegria
e se espalhasse aos quatro cantos
diluído lentamente
no mais palácio
silente
e negro breu.
De ti
meu irmão
ainda oiço
o grito que deixaste
encerrado
em cada pétala do céu
cada pedra
cada flor.
O grito de revolta
que largaste à solta
e que ficou para sempre
em cada grão de areia
a ressoar
como um pálido rumor.
O grito que não cansa
de implorar
por amor
e mais amor
e mais amor.
José Fanha
sábado, julho 22, 2006
Nunca é tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas a noites que nos precederam
Era a noite mais clara daquelas que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
Ary dos Santos
sexta-feira, julho 21, 2006
Sonhos de Sempre
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
(Miguel Torga)
quinta-feira, julho 20, 2006
Parabéns
Há palavras que nos beijam
quarta-feira, julho 19, 2006
Maternal
Não me apetece dormir
Apetece-me escrever
Mas as horas passam
Com os minutos a correr
Já não sei o que escrever
Alguma coisa há-de sair
Escrevo pequenas palavras
Até o sono estiver a cair
O “João-pestana” já lá vem
Devagar e de mansinho
As minhas crianças já dormem
Um abençoado soninho
Durmam bem meus bebés
Que amanhã é outro dia
Vou acordar de manhã
E tratar de vocês com alegria
Agora vou dormir também
Um soninho descansado
O “João-pestana” já chegou
E de sono vem carregado
SF
terça-feira, julho 18, 2006
quarta-feira, julho 12, 2006
terça-feira, julho 11, 2006
domingo, julho 09, 2006
Eclipse lunar

Sem remédio
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
sábado, julho 08, 2006
Olhares cibernéticos

Neste mundo…
O mundo da comunicação cibernética
… real!
A “realidade virtual”
Onde não há fonética.
“Arranjei um amigo!”
Dirão alguns.
“Uma amiga!!”, dirão outros.
É a virtude… Na sua intrínseca virtualidade...
Bem real…, mas virtual.
Renovação dos tempos…
... Não haver comunicação igual
Futuro que entra por nós dentro
O deste mundo… “real”.
… Mas eu pergunto:
Se foi acrescento o que nos trouxe o evento
Ao Mundo Social?
… Já que é real!
Ao Mundo onde nem há pão nem razão…
Ao Mundo real.
Como serão a mudança de tempos
Quando esse Mundo… passe a virtual?!
O Mundo real, fatal.
… Não tenho respostas
Ninguém me diz nada!
… “Nós somos a resposta!!”.
… Nada.
Que comunicação desigual…
Essas
As que são reais
As desnaturais
As ilegais e até as virtuais
Essa
A que não recebe resposta... mas que é real.
Impõe-se que se faça uma referência de apreço aos Autores: “UM LIVRO DE SONHOS”, "RAQUEL" e “EMOÇÕES” que se publicam neste espaço virtual, mas real.
Blogers, que me proporcionam excelentes momentos de reflexão
A sua riqueza literária;
A majestosa mensagem de humanidade que encerram.
sexta-feira, julho 07, 2006
Magica Sedução
quinta-feira, julho 06, 2006
Fulgor
E a tudo
a tudo alheio,
saboreio.
Absorto
sorvo
este cacho de uvas
tão maduras…
Este cacho de curvas que é o teu corpo
David Mourão Ferreira
quarta-feira, julho 05, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
segunda-feira, julho 03, 2006
Pablo Neruda

domingo, julho 02, 2006
sábado, julho 01, 2006
Praia
Ainda bem que o tempo está propicio a uma tarde de futebol internacional.
É só esperar… e ver pela televisão.
Freitas do Amaral

“A «extrema-direita legal» na América, que acompanhou Bush na Administração, é composta por «nacionalistas exacerbados» que advogam que os EUA não têm a obrigação de respeitar o direito internacional: «O mesmo pensavam e faziam o fascismo italiano e o nazismo alemão», escreve Freitas do Amaral no prefácio do seu livro Do 11 de Setembro à Crise do Iraque, publicado em 2002."
sexta-feira, junho 30, 2006
Grande Amália

quinta-feira, junho 29, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
Cocaína
Só o vício me traz
Cabisbaixa me faz
Reduz-me a pequenina
Quando não tenho à mão
A forte cocaína.
Quando junto de mim
Ingerida em porção
Sinto só sensação
Alivia-me as dores
Neste meu coração.
Ai, ai és a gota orvalina
Só tu és minha vida
Só tu ó cocaína.
Ai, ai mas que amor purpurina
É o vício arrogante
De tomar cocaína.
Sinto tal comoção
Que não sei explicar
A minha sensação
Louca chego a ficar
Quando a sinto faltar.
Esse sal ruidoso
Que a mim só traz gozo
Somente de olhar
E para esquecer
Eu começo a beber.
Quando estou cabisbaixa
Chorando sentida
Meio entristecida
É que o vício da vida
Torna a alma perdida.
Louca hás de voltar
Vendo-me estrangular
Para o vício afogar
Neste toque fugaz
Que me há de findar.
terça-feira, junho 27, 2006
Lady Di

“Em 1987, quando muitos acreditavam que a SIDA poderia ser contraída através do toque, a Princesa Diana sentou-se numa cama onde se deitava um doente e segurou na sua mão. Ela mostrou assim ao mundo que as pessoas com SIDA não mereciam o isolamento, mas sim compaixão. Isso ajudou a mudar a opinião do mundo, ajudou as pessoas com SIDA, e também ajudou a salvar as pessoas em risco.”
(presidente americano Bill Clinton – 2001)
segunda-feira, junho 26, 2006
Existencialismo ateu

"Quando concebemos um Deus criador, esse Deus identificamos quase sempre como um artífice superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, trate-se duma doutrina como a de Descartes ou a de Leibniz, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos a inteligência ou pelo menos a acompanha, e que Deus, quando cria, sabe perfeitamente o que cria.
Assim, o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exactamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina.
No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus, mas não a ideia de que a essência precede a existência. Tal ideia encontramo-la nós um pouco em todo o lado: encontramo-la em Diderot, em Voltaire e até mesmo num Kant. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem; para Kant resulta de universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim, pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. (...)
O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana.
Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber.
O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjectividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projectar no futuro. (...)
Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens."
Jean-Paul Sartre
domingo, junho 25, 2006
E vão onze…
Scolari, o grande general, acaba de conquistar a sua décima primeira vitória em Mundiais. - Gilberto Madail teve “olhinhos” quando, contra tudo e todos, o contratou.A Selecção Portuguesa conquista assim a quarta vitória nesta Copa 2006 ao jogar com a Holanda e ter obtido o resultado de 1 a 0, sendo Maniche o titular.
Ao grande Ricardo, o guardião da baliza portuguesa, só me apetece dar-lhe beijinhos pela testa acima.
Se o levarem fico triste

Ricardo, o único jogador que está na Alemanha em representação do Sporting, vê a cotação subir, devido às boas exibições realizadas nos três jogos já disputados até ao momento diante de Angola, Irão e México.
Extraído de www.record.pt
sábado, junho 24, 2006
Esbanjamentos
A União Europeia gasta anualmente aos contribuintes 200 milhões de euros para transportar todos os meses, da sede do Parlamento Europeu de Bruxelas para a outra sede em Estrasburgo, toda a documentação necessária ao seguimento dos trabalhos. – Transporte, que é efectuado em dez camiões TIR. Bruxelas é onde se realizam os plenários preparatórios e Estrasburgo é onde se realiza mensalmente o plenário final.
Tudo isto porque, entre outras idiotices, a França não abdica de continuar a acolher pelo menos um dos principais órgãos da UE.
Perante esta constatação apenas me ocorre dizer:
sexta-feira, junho 23, 2006
Heróis de sempre

“Aristides Sousa Mendes recusou seguir as ordens do seu governo (o regime de Salazar) e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial. Aristides salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Cerca de 30 000 vistos foram emitidos pelo cônsul Sousa Mendes, dos quais 10 000 a refugiados de confissão judaica.
Aristides de Sousa Mendes que viveu entre 19 de Julho de 1885 e 3 de Abril de 1954 foi um diplomata português. Nasceu em Cabanas de Viriato, no distrito de Viseu. Oriundo de família aristocrática católica, conservadora e monárquica, instala-se em Lisboa em 1907 após a Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra. Opta então pela carreira diplomática ocupando assim cargos inerentes em diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: Zanzibar, Brasil, Estados Unidos da América.
Em 1929 é nomeado Cônsul Geral em Antuérpia, cargo que ocupa até 1938. O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passa despercebido. É condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica, tendo-o feito oficial da Ordem de Leopoldo e comendador da Ordem da Coroa, a mais alta condecoração belga. Depois de cerca de10 anos de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França.
Quando a Segunda Guerra Mundial teve início e as tropas de Hitler avançaram sobre a França, Aristides de Sousa Mendes era ainda cônsul de Bordéus. Embora Salazar tenha declarado neutralidade de Portugal, ordenou aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusassem passar vistos de entrada em Portugal a "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os Judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
Em 1940 muitos dos refugiados que fogem do avanço Nazi afluem ao consulado português desejando obter um viso de entrada em Portugal. É em Junho desse ano que Aristides decide entregar visto a todos os refugiados que o solicitem: "A partir de agora, eu darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião".
Sousa Mendes guiou com a sua viatura uma coluna de veículos de refugiados em direcção à fronteira com a França. O feito impressionou de tal forma os guardas aduaneiros que acabaram por deixar passar todos os refugiados que desse modo continuaram a sua viagem com destino a Portugal.
Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: "se há que desobedecer, prefiro que o seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus".
Salazar tomou então medidas contra o cônsul Aristides o qual continuou a sua actividade de 20 a 23 de Junho em Bayonne, no escritório de um vice-cônsul estupefacto, e mesmo na presença de dois outros funcionários de Salazar. A 22 de Junho de 1940, a França pediu um armistício à Alemanha Nazi. Mesmo a caminho de Hendaye, Aristides continua a emitir visos para os refugiados que cruzam com ele a caminho da fronteira, uma vez que a 23 de Junho, Salazar demitira-o de suas funções de cônsul.
A 8 de Julho de 1940, Aristides encontra-se regressado a Portugal. Será punido pelo governo de Salazar: ele priva Sousa Mendes, pai de uma família numerosa, do seu emprego diplomático por um ano, diminui em metade o seu salário, antes de o enviar para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, é-lhe retirada.
O cônsul demitido e sua família sobrevivem graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois dos seus filhos participaram no Desembarque da Normandia.
Ele frequentou, juntamente com os seus familiares a cantina da assistência judaica internacional, onde fez impressão pelas suas ricas vestimentas e sua presença. Certo dia, teve de confirmar: "Nós também, nós somos refugiados".
Em 1945, Salazar felicitou-se por Portugal ter ajudados os refugiados, recusou-se no entanto a reintegrar Sousa Mendes no corpo diplomático.
A sua miséria será ainda maior: venda dos bens, morte de sua esposa em 1948, emigração dos seus filhos, com uma excepção.
Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre a 3 de Abril de 1954 no hospital dos franciscanos em Lisboa. Não possuindo um fato próprio, foi enterrado numa túnica de franciscanos.”
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
quinta-feira, junho 22, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Prestígio
Portugal – MéxicoOs homens de Scolari fecharam a primeira fase do campeonato mundial de futebol 2006 só com vitórias. – 3 Jogos, 3 Vitórias o que correspondeu a 9 pontos, ficando assim a Selecção de Portugal colocada no primeiro lugar do grupo D.
Infelizmente razões inadiáveis que se prendem com a minha profissão não me permitiram ver o jogo. Enfim… Não sou deputado da nação…!
Não vi mas fiquei a saber por aquilo que ouvi, que o jogo se saldou por um resultado de 2 a 1 a favor da Selecção Portuguesa e que a sua exibição, que não foi no seu todo um primor, acabou por nos presentear uma vitória confortável e prestigiante.
À equipa portuguesa e à elevada qualidade técnica de Scolari, o grande general, um forte aplauso.
O documento

"Escuta, Zé Ninguém!" não é um documento científico mas humano
(Trecho do livro de Wilhelm Reich com o título Escuta, Zé Ninguém)
"… Os teus libertadores garantem-te que os teus opressores se chamam Guilherme, Nicolau, papa Gregório XXVIII, Morgan, Krupp e Ford. E que os teus libertadores se chamam Mussolini, Napoleão, Hitler e Stalin.
Mas eu afirmo: Só tu podes libertar-te."
"Esta frase faz-me, porém, vacilar. Intitulo-me paladino da pureza e da verdade, mas agora que se trata de te dizer a verdade, hesito, temendo a tua atitude em relação à verdade. A verdade é um perigo para a vida quando é a ti que diz respeito.
A verdade é a salvação mas não há população que não se lance sobre ela para a espoliar, de outro modo não serias o que és nem estarias onde estás.
Intelectualmente, sei que devo dizer a verdade a todo o custo. Mas o Zé Ninguém que se alberga em Mim adverte-me: estúpido, exporas-te, entregaras-te, ao Zé Ninguém. O Zé Ninguém não está interessado em ouvir a verdade acerca de si próprio. Não deseja assumir a grande responsabilidade que lhe cabe, quer queira quer não. Quer permanecer o que é ou, quando muito, tornar-se num desses grandes homens medíocres – ser rico, chefe de um partido, da Associação dos Veteranos de Guerra ou secretário da Sociedade de Promoção da Moral Pública. Mas assumir a responsabilidade do seu trabalho, alimentação, alojamento, Transportes, educação, investigação, administração pública, exploração mineira, isso nunca.
E o Zé Ninguém que se aloja dentro de mim acrescenta: «És agora um grande homem, conhecido na Alemanha, Áustria, Escandinávia, Inglaterra, América, Palestina. Os comunistas atacam-te. Os ‘defensores dos valores culturais’ odeiam-te. Os teus alunos estimam-te. Os doentes que curaste admiram-te. Os que sofrem da peste emocional perseguem-te. Escreveste 12 livros e 150 artigos sobre as misérias da existência, sobre o sofrimento do homem comum. As tuas ideias são ensinadas nas Universidades; outros grandes homens igualmente solitários confirmam o teu prestígio e põem-te entre os maiores intelectos da história da ciência. Fizeste uma das maiores descobertas científicas desde há muitos séculos, a da energia cósmica da vida e suas leis. Tornaste o cancro um fenómeno compreensível. Por tudo isto, andaste de pais em pais por dizeres a verdade. Descansa agora. Goza os frutos do teu êxito, do teu prestígio. Em poucos anos o teu nome será conhecido por todos. O que fizeste já basta. Recolhe-te agora ao repouso, ao estudo da lei funcional da natureza».
Esta é a conversa do Zé Ninguém dentro de mim e que te teme a ti, Zé Ninguém."
terça-feira, junho 20, 2006
"é preciso que alguma coisa mude..."
O texto que a seguir publico foi-me remetido por E-mail por um amigo, faz lembrar daqueles E-mail que trazem um aviso para que o mesmo seja enviado para mais dez pessoas senão ficamos sujeitos a que nos aconteça o diabo. – Apenas me faz lembrar, dizia eu, porque apesar deste texto não trazer o tal aviso, quando chegou a mim já tinha passado por cento e setenta e três pessoas o que não deixa de ser significativo. O texto é pobre do ponto de vista literário, no entanto há algo nele que move as pessoas à sua divulgação.
A mim apenas a vontade de gritar…
“Pois claro!
Vamos apoiar a Selecção dos cromos da bola! Vamos apoiar a Galp que nos vende a gasolina como se tivesse comprado o petróleo a 80 dollars quando o comprou a 45! Vamos apoiar a Galp que precisa de pagar aos seus 17 administradores ordenados de 20.000EUR/mês fora o presidente que ganha 75.000/mês! Vamos apoiar os "heróis" que ganham mais quando dão um pontapé na bola do que qualquer um de nós a trabalhar no duro um ano inteiro! Como nenhum dos dez estádios que foram construídos para o outro campeonato da bola servia para os treinos dos rapazes, vamos apoiar a inauguração, hoje mesmo, de mais um, o do Lusitano de Évora, construído de propósito para Suas Excelências treinarem durante quinze dias!!!!!!!!!!!!
Vamos apoiar a negociata dos terrenos do antigo campo Estrela que vai ser urbanizado apesar de no PDM ser zona desportiva! Como precisam de descansar vamos apoiar o facto de estarem instalados em quartos individuais no hotel Convento do Espinheiro (5estrelas-luxo) a 50contos/dia cada um!
Como podemos apoiar?
É simples!
Inscrevemo-nos no cordão humano; recebemos mail promocionais da Galp Todas as semanas; pagamos os combustíveis mais caros da Europa e depois a Galp dá-nos uns pontos que trocamos por prémios da treta, mais caros que na Loja dos Chineses! E vamos ficar todos felizes! Durante dois ou três meses só se vai falar Na Selecção do Scolari, enquanto a Selecção do Sócrates vai inventando Maneiras de nos fazer pagar tudo isto e mais o que falta pagar do Euro2004. E depois das férias, lá para Setembro, antes que alguém repare que a gasolina já está a mais de 2EUR e o gasóleo a 1,5EUR, começa logo outro campeonato da bola para nos dar motivo de conversa e alimentar o Orgulho Nacional!!! E já agora, por favor, não se esqueçam de começar desde já a engalanar Todo o País com a Bandeira dos Pagodes (antigas Quinas) que os operários chineses, coitados, também merecem ganhar a vidinha.........
VIVA A SELECÇÃO!!!!!!!!!”
segunda-feira, junho 19, 2006
Aquém de tempo
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
domingo, junho 18, 2006
Poesias
Não te importas com os homens que dormem comigo;
mas morres de ciúme
dos versos que faço pra eles...
Leila Míccolis
(poetisa brasileira)
sábado, junho 17, 2006
Grande Partida

Portugal - Irão
No segundo jogo de Portugal no Mundial 2006, a equipe liderada por Scolari jogou com segurança e com ataque satisfatório na primeira parte da partida. Primeira parte que se saldou por um resultado de zero a zero, embora tivesse ocorrido muitas jogadas com oportunidade, para Portugal, de chegar ao golo. Nos últimos 15 minutos, os portugueses, permitiram incursões muito perigosas por parte da equipe adversaria, o que significou um aviso sério para a equipe portuguesa. Portugal tentou tudo… Pelos lados... Pelo meio... - Portugal esteve a jogar em todos os campos na primeira parte do jogo.
A segunda parte foi muito bem jogado por Portugal, roçou a excelência. - Lindos golos de Portugal, o de Deco (O Mágico), aos 63 minutos e o de Ronaldo (O Habilidoso), por pênalti, ao minuto 80.
Ricardo, como sempre, demonstrou a sua supremacia. – Só mesmo Scolari, o grande general, para realçar o mérito desse profissional.
Parabéns PORTUGAL pelo belíssimo resultado obtido de 2 a 0.
sexta-feira, junho 16, 2006
Silêncios iníquos
No dia 9 de Novembro de 1938, agentes nazistas à paisana assassinaram 91 judeus, incendiaram 267 sinagogas, saquearam e destruíram lojas e empresas da comunidade e iniciaram o confinamento de 25 mil judeus em campos de concentração.
A noite dos cristais quebrados marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da II Guerra Mundial.
A Noite dos Cristais (Kristallnacht ou Reichspogromnacht), de 9 para 10 de Novembro de 1938, em toda a Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos. Sinagogas, casas comerciais, casas de judeus foram invadidas e seus pertences destruídos.
Série de proibições aos judeus
Milhares foram torturados, mortos ou deportados para campos de concentração. A razão apresentada pelos nazistas para esta perseguição foi o assassinato do diplomata alemão Ernst von Rath, em Paris, pelo jovem Herschel Grynszpan, de 17 anos, dois dias antes.
A perseguição nazista à comunidade judaica alemã já havia começado em Abril de 1933, com a convocação aos cidadãos de boicotarem estabelecimentos judeus. Mais tarde, foram proibidos de frequentar estabelecimentos públicos, inclusive hospitais.
No Outono europeu de 1935, a perseguição aos judeus, considerados "inimigos" dos alemães, atingiu outro ponto alto com a chamada "Legislação Racista de Nuremberga". Como o resto do mundo parecesse não levar o genocídio a sério, Hitler via confirmada a sua política de limpeza étnica.
Trajectória para o holocausto já havia sido aberta
O anti-semitismo lentamente avançava sobre a sociedade. Uma lei de 15 de Novembro de 1935 havia proibido os casamentos de judeus com alemães, as relações extraconjugais entre alemães e judeus, que alemães fizessem serviços domésticos para famílias judaicas e que um judeu hasteasse a bandeira nazista.
Ainda em 1938, as crianças judaicas foram expulsas das escolas e foi decretada a expropriação compulsória de todas as lojas, indústrias e estabelecimentos comerciais dos judeus. Em 1º de Janeiro de 1939, foi adicionado obrigatoriamente aos documentos de judeus o nome Israel para homens e Sarah para mulheres.
A proporção da brutalidade da Noite dos Cristais havia superado as expectativas. O próprio Hermann Göring, chefe da SA (Tropa de Assalto), lamentou as grandes perdas materiais daquele 9 de Novembro de 1938, para acrescentar: "Preferia que tivessem assassinado 200 judeus, em vez de destruir tantos objectos de valor!"
Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE
quinta-feira, junho 15, 2006
Deus

Deus não tem corpo.
São os narradores bíblicos que o afirmam.
O Deus bíblico falou com o profeta Moisés no Monte Sinai, “…porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma.” (Deuteronônimo 4:12).
É impossível ver a face de Deus e viver (Êxodo 33:20).
O Deus Santo é, literalmente, o Deus separado das imagens, o Deus omnipotente “porque criou todas as coisas”, o Deus omnipresente representado por ser grande e impetuoso, pela convulsão do fogo, pelo terramoto ou furacão para libertação nas aguas do Mar Vermelho.
À Sua presença, Moisés teve de colocar um véu sobre o seu próprio rosto. - Transcendeu a fronteira daquilo que a um homem cabe ver.
Deus não tem principio, não tem fim, sempre existiu, concluem os escritores dos livros que se congregam na Bíblia.
Deus não tem corpo.
É-me impossível falar de Deus sem lhe associar o Seu corpo. Um corpo divino, poderoso e obscuro que se atravessa na minha imaginação, que se agarra ao meu corpo.































