
sexta-feira, junho 30, 2006
Grande Amália

quinta-feira, junho 29, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
Cocaína
Só o vício me traz
Cabisbaixa me faz
Reduz-me a pequenina
Quando não tenho à mão
A forte cocaína.
Quando junto de mim
Ingerida em porção
Sinto só sensação
Alivia-me as dores
Neste meu coração.
Ai, ai és a gota orvalina
Só tu és minha vida
Só tu ó cocaína.
Ai, ai mas que amor purpurina
É o vício arrogante
De tomar cocaína.
Sinto tal comoção
Que não sei explicar
A minha sensação
Louca chego a ficar
Quando a sinto faltar.
Esse sal ruidoso
Que a mim só traz gozo
Somente de olhar
E para esquecer
Eu começo a beber.
Quando estou cabisbaixa
Chorando sentida
Meio entristecida
É que o vício da vida
Torna a alma perdida.
Louca hás de voltar
Vendo-me estrangular
Para o vício afogar
Neste toque fugaz
Que me há de findar.
terça-feira, junho 27, 2006
Lady Di

“Em 1987, quando muitos acreditavam que a SIDA poderia ser contraída através do toque, a Princesa Diana sentou-se numa cama onde se deitava um doente e segurou na sua mão. Ela mostrou assim ao mundo que as pessoas com SIDA não mereciam o isolamento, mas sim compaixão. Isso ajudou a mudar a opinião do mundo, ajudou as pessoas com SIDA, e também ajudou a salvar as pessoas em risco.”
(presidente americano Bill Clinton – 2001)
segunda-feira, junho 26, 2006
Existencialismo ateu

"Quando concebemos um Deus criador, esse Deus identificamos quase sempre como um artífice superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, trate-se duma doutrina como a de Descartes ou a de Leibniz, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos a inteligência ou pelo menos a acompanha, e que Deus, quando cria, sabe perfeitamente o que cria.
Assim, o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exactamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina.
No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus, mas não a ideia de que a essência precede a existência. Tal ideia encontramo-la nós um pouco em todo o lado: encontramo-la em Diderot, em Voltaire e até mesmo num Kant. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem; para Kant resulta de universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim, pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. (...)
O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana.
Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber.
O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjectividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projectar no futuro. (...)
Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens."
Jean-Paul Sartre
domingo, junho 25, 2006
E vão onze…
Scolari, o grande general, acaba de conquistar a sua décima primeira vitória em Mundiais. - Gilberto Madail teve “olhinhos” quando, contra tudo e todos, o contratou.A Selecção Portuguesa conquista assim a quarta vitória nesta Copa 2006 ao jogar com a Holanda e ter obtido o resultado de 1 a 0, sendo Maniche o titular.
Ao grande Ricardo, o guardião da baliza portuguesa, só me apetece dar-lhe beijinhos pela testa acima.
Se o levarem fico triste

Ricardo, o único jogador que está na Alemanha em representação do Sporting, vê a cotação subir, devido às boas exibições realizadas nos três jogos já disputados até ao momento diante de Angola, Irão e México.
Extraído de www.record.pt
sábado, junho 24, 2006
Esbanjamentos
A União Europeia gasta anualmente aos contribuintes 200 milhões de euros para transportar todos os meses, da sede do Parlamento Europeu de Bruxelas para a outra sede em Estrasburgo, toda a documentação necessária ao seguimento dos trabalhos. – Transporte, que é efectuado em dez camiões TIR. Bruxelas é onde se realizam os plenários preparatórios e Estrasburgo é onde se realiza mensalmente o plenário final.
Tudo isto porque, entre outras idiotices, a França não abdica de continuar a acolher pelo menos um dos principais órgãos da UE.
Perante esta constatação apenas me ocorre dizer:
sexta-feira, junho 23, 2006
Heróis de sempre

“Aristides Sousa Mendes recusou seguir as ordens do seu governo (o regime de Salazar) e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial. Aristides salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Cerca de 30 000 vistos foram emitidos pelo cônsul Sousa Mendes, dos quais 10 000 a refugiados de confissão judaica.
Aristides de Sousa Mendes que viveu entre 19 de Julho de 1885 e 3 de Abril de 1954 foi um diplomata português. Nasceu em Cabanas de Viriato, no distrito de Viseu. Oriundo de família aristocrática católica, conservadora e monárquica, instala-se em Lisboa em 1907 após a Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra. Opta então pela carreira diplomática ocupando assim cargos inerentes em diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: Zanzibar, Brasil, Estados Unidos da América.
Em 1929 é nomeado Cônsul Geral em Antuérpia, cargo que ocupa até 1938. O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passa despercebido. É condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica, tendo-o feito oficial da Ordem de Leopoldo e comendador da Ordem da Coroa, a mais alta condecoração belga. Depois de cerca de10 anos de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França.
Quando a Segunda Guerra Mundial teve início e as tropas de Hitler avançaram sobre a França, Aristides de Sousa Mendes era ainda cônsul de Bordéus. Embora Salazar tenha declarado neutralidade de Portugal, ordenou aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusassem passar vistos de entrada em Portugal a "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os Judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
Em 1940 muitos dos refugiados que fogem do avanço Nazi afluem ao consulado português desejando obter um viso de entrada em Portugal. É em Junho desse ano que Aristides decide entregar visto a todos os refugiados que o solicitem: "A partir de agora, eu darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião".
Sousa Mendes guiou com a sua viatura uma coluna de veículos de refugiados em direcção à fronteira com a França. O feito impressionou de tal forma os guardas aduaneiros que acabaram por deixar passar todos os refugiados que desse modo continuaram a sua viagem com destino a Portugal.
Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: "se há que desobedecer, prefiro que o seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus".
Salazar tomou então medidas contra o cônsul Aristides o qual continuou a sua actividade de 20 a 23 de Junho em Bayonne, no escritório de um vice-cônsul estupefacto, e mesmo na presença de dois outros funcionários de Salazar. A 22 de Junho de 1940, a França pediu um armistício à Alemanha Nazi. Mesmo a caminho de Hendaye, Aristides continua a emitir visos para os refugiados que cruzam com ele a caminho da fronteira, uma vez que a 23 de Junho, Salazar demitira-o de suas funções de cônsul.
A 8 de Julho de 1940, Aristides encontra-se regressado a Portugal. Será punido pelo governo de Salazar: ele priva Sousa Mendes, pai de uma família numerosa, do seu emprego diplomático por um ano, diminui em metade o seu salário, antes de o enviar para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, é-lhe retirada.
O cônsul demitido e sua família sobrevivem graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois dos seus filhos participaram no Desembarque da Normandia.
Ele frequentou, juntamente com os seus familiares a cantina da assistência judaica internacional, onde fez impressão pelas suas ricas vestimentas e sua presença. Certo dia, teve de confirmar: "Nós também, nós somos refugiados".
Em 1945, Salazar felicitou-se por Portugal ter ajudados os refugiados, recusou-se no entanto a reintegrar Sousa Mendes no corpo diplomático.
A sua miséria será ainda maior: venda dos bens, morte de sua esposa em 1948, emigração dos seus filhos, com uma excepção.
Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre a 3 de Abril de 1954 no hospital dos franciscanos em Lisboa. Não possuindo um fato próprio, foi enterrado numa túnica de franciscanos.”
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
quinta-feira, junho 22, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Prestígio
Portugal – MéxicoOs homens de Scolari fecharam a primeira fase do campeonato mundial de futebol 2006 só com vitórias. – 3 Jogos, 3 Vitórias o que correspondeu a 9 pontos, ficando assim a Selecção de Portugal colocada no primeiro lugar do grupo D.
Infelizmente razões inadiáveis que se prendem com a minha profissão não me permitiram ver o jogo. Enfim… Não sou deputado da nação…!
Não vi mas fiquei a saber por aquilo que ouvi, que o jogo se saldou por um resultado de 2 a 1 a favor da Selecção Portuguesa e que a sua exibição, que não foi no seu todo um primor, acabou por nos presentear uma vitória confortável e prestigiante.
À equipa portuguesa e à elevada qualidade técnica de Scolari, o grande general, um forte aplauso.
O documento

"Escuta, Zé Ninguém!" não é um documento científico mas humano
(Trecho do livro de Wilhelm Reich com o título Escuta, Zé Ninguém)
"… Os teus libertadores garantem-te que os teus opressores se chamam Guilherme, Nicolau, papa Gregório XXVIII, Morgan, Krupp e Ford. E que os teus libertadores se chamam Mussolini, Napoleão, Hitler e Stalin.
Mas eu afirmo: Só tu podes libertar-te."
"Esta frase faz-me, porém, vacilar. Intitulo-me paladino da pureza e da verdade, mas agora que se trata de te dizer a verdade, hesito, temendo a tua atitude em relação à verdade. A verdade é um perigo para a vida quando é a ti que diz respeito.
A verdade é a salvação mas não há população que não se lance sobre ela para a espoliar, de outro modo não serias o que és nem estarias onde estás.
Intelectualmente, sei que devo dizer a verdade a todo o custo. Mas o Zé Ninguém que se alberga em Mim adverte-me: estúpido, exporas-te, entregaras-te, ao Zé Ninguém. O Zé Ninguém não está interessado em ouvir a verdade acerca de si próprio. Não deseja assumir a grande responsabilidade que lhe cabe, quer queira quer não. Quer permanecer o que é ou, quando muito, tornar-se num desses grandes homens medíocres – ser rico, chefe de um partido, da Associação dos Veteranos de Guerra ou secretário da Sociedade de Promoção da Moral Pública. Mas assumir a responsabilidade do seu trabalho, alimentação, alojamento, Transportes, educação, investigação, administração pública, exploração mineira, isso nunca.
E o Zé Ninguém que se aloja dentro de mim acrescenta: «És agora um grande homem, conhecido na Alemanha, Áustria, Escandinávia, Inglaterra, América, Palestina. Os comunistas atacam-te. Os ‘defensores dos valores culturais’ odeiam-te. Os teus alunos estimam-te. Os doentes que curaste admiram-te. Os que sofrem da peste emocional perseguem-te. Escreveste 12 livros e 150 artigos sobre as misérias da existência, sobre o sofrimento do homem comum. As tuas ideias são ensinadas nas Universidades; outros grandes homens igualmente solitários confirmam o teu prestígio e põem-te entre os maiores intelectos da história da ciência. Fizeste uma das maiores descobertas científicas desde há muitos séculos, a da energia cósmica da vida e suas leis. Tornaste o cancro um fenómeno compreensível. Por tudo isto, andaste de pais em pais por dizeres a verdade. Descansa agora. Goza os frutos do teu êxito, do teu prestígio. Em poucos anos o teu nome será conhecido por todos. O que fizeste já basta. Recolhe-te agora ao repouso, ao estudo da lei funcional da natureza».
Esta é a conversa do Zé Ninguém dentro de mim e que te teme a ti, Zé Ninguém."
terça-feira, junho 20, 2006
"é preciso que alguma coisa mude..."
O texto que a seguir publico foi-me remetido por E-mail por um amigo, faz lembrar daqueles E-mail que trazem um aviso para que o mesmo seja enviado para mais dez pessoas senão ficamos sujeitos a que nos aconteça o diabo. – Apenas me faz lembrar, dizia eu, porque apesar deste texto não trazer o tal aviso, quando chegou a mim já tinha passado por cento e setenta e três pessoas o que não deixa de ser significativo. O texto é pobre do ponto de vista literário, no entanto há algo nele que move as pessoas à sua divulgação.
A mim apenas a vontade de gritar…
“Pois claro!
Vamos apoiar a Selecção dos cromos da bola! Vamos apoiar a Galp que nos vende a gasolina como se tivesse comprado o petróleo a 80 dollars quando o comprou a 45! Vamos apoiar a Galp que precisa de pagar aos seus 17 administradores ordenados de 20.000EUR/mês fora o presidente que ganha 75.000/mês! Vamos apoiar os "heróis" que ganham mais quando dão um pontapé na bola do que qualquer um de nós a trabalhar no duro um ano inteiro! Como nenhum dos dez estádios que foram construídos para o outro campeonato da bola servia para os treinos dos rapazes, vamos apoiar a inauguração, hoje mesmo, de mais um, o do Lusitano de Évora, construído de propósito para Suas Excelências treinarem durante quinze dias!!!!!!!!!!!!
Vamos apoiar a negociata dos terrenos do antigo campo Estrela que vai ser urbanizado apesar de no PDM ser zona desportiva! Como precisam de descansar vamos apoiar o facto de estarem instalados em quartos individuais no hotel Convento do Espinheiro (5estrelas-luxo) a 50contos/dia cada um!
Como podemos apoiar?
É simples!
Inscrevemo-nos no cordão humano; recebemos mail promocionais da Galp Todas as semanas; pagamos os combustíveis mais caros da Europa e depois a Galp dá-nos uns pontos que trocamos por prémios da treta, mais caros que na Loja dos Chineses! E vamos ficar todos felizes! Durante dois ou três meses só se vai falar Na Selecção do Scolari, enquanto a Selecção do Sócrates vai inventando Maneiras de nos fazer pagar tudo isto e mais o que falta pagar do Euro2004. E depois das férias, lá para Setembro, antes que alguém repare que a gasolina já está a mais de 2EUR e o gasóleo a 1,5EUR, começa logo outro campeonato da bola para nos dar motivo de conversa e alimentar o Orgulho Nacional!!! E já agora, por favor, não se esqueçam de começar desde já a engalanar Todo o País com a Bandeira dos Pagodes (antigas Quinas) que os operários chineses, coitados, também merecem ganhar a vidinha.........
VIVA A SELECÇÃO!!!!!!!!!”
segunda-feira, junho 19, 2006
Aquém de tempo
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
domingo, junho 18, 2006
Poesias
Não te importas com os homens que dormem comigo;
mas morres de ciúme
dos versos que faço pra eles...
Leila Míccolis
(poetisa brasileira)
sábado, junho 17, 2006
Grande Partida

Portugal - Irão
No segundo jogo de Portugal no Mundial 2006, a equipe liderada por Scolari jogou com segurança e com ataque satisfatório na primeira parte da partida. Primeira parte que se saldou por um resultado de zero a zero, embora tivesse ocorrido muitas jogadas com oportunidade, para Portugal, de chegar ao golo. Nos últimos 15 minutos, os portugueses, permitiram incursões muito perigosas por parte da equipe adversaria, o que significou um aviso sério para a equipe portuguesa. Portugal tentou tudo… Pelos lados... Pelo meio... - Portugal esteve a jogar em todos os campos na primeira parte do jogo.
A segunda parte foi muito bem jogado por Portugal, roçou a excelência. - Lindos golos de Portugal, o de Deco (O Mágico), aos 63 minutos e o de Ronaldo (O Habilidoso), por pênalti, ao minuto 80.
Ricardo, como sempre, demonstrou a sua supremacia. – Só mesmo Scolari, o grande general, para realçar o mérito desse profissional.
Parabéns PORTUGAL pelo belíssimo resultado obtido de 2 a 0.
sexta-feira, junho 16, 2006
Silêncios iníquos
No dia 9 de Novembro de 1938, agentes nazistas à paisana assassinaram 91 judeus, incendiaram 267 sinagogas, saquearam e destruíram lojas e empresas da comunidade e iniciaram o confinamento de 25 mil judeus em campos de concentração.
A noite dos cristais quebrados marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da II Guerra Mundial.
A Noite dos Cristais (Kristallnacht ou Reichspogromnacht), de 9 para 10 de Novembro de 1938, em toda a Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos. Sinagogas, casas comerciais, casas de judeus foram invadidas e seus pertences destruídos.
Série de proibições aos judeus
Milhares foram torturados, mortos ou deportados para campos de concentração. A razão apresentada pelos nazistas para esta perseguição foi o assassinato do diplomata alemão Ernst von Rath, em Paris, pelo jovem Herschel Grynszpan, de 17 anos, dois dias antes.
A perseguição nazista à comunidade judaica alemã já havia começado em Abril de 1933, com a convocação aos cidadãos de boicotarem estabelecimentos judeus. Mais tarde, foram proibidos de frequentar estabelecimentos públicos, inclusive hospitais.
No Outono europeu de 1935, a perseguição aos judeus, considerados "inimigos" dos alemães, atingiu outro ponto alto com a chamada "Legislação Racista de Nuremberga". Como o resto do mundo parecesse não levar o genocídio a sério, Hitler via confirmada a sua política de limpeza étnica.
Trajectória para o holocausto já havia sido aberta
O anti-semitismo lentamente avançava sobre a sociedade. Uma lei de 15 de Novembro de 1935 havia proibido os casamentos de judeus com alemães, as relações extraconjugais entre alemães e judeus, que alemães fizessem serviços domésticos para famílias judaicas e que um judeu hasteasse a bandeira nazista.
Ainda em 1938, as crianças judaicas foram expulsas das escolas e foi decretada a expropriação compulsória de todas as lojas, indústrias e estabelecimentos comerciais dos judeus. Em 1º de Janeiro de 1939, foi adicionado obrigatoriamente aos documentos de judeus o nome Israel para homens e Sarah para mulheres.
A proporção da brutalidade da Noite dos Cristais havia superado as expectativas. O próprio Hermann Göring, chefe da SA (Tropa de Assalto), lamentou as grandes perdas materiais daquele 9 de Novembro de 1938, para acrescentar: "Preferia que tivessem assassinado 200 judeus, em vez de destruir tantos objectos de valor!"
Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE










