quinta-feira, junho 15, 2006

Deus



Deus não tem corpo.

São os narradores bíblicos que o afirmam.
O Deus bíblico falou com o profeta Moisés no Monte Sinai, “…porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma.” (Deuteronônimo 4:12).
É impossível ver a face de Deus e viver (Êxodo 33:20).
O Deus Santo é, literalmente, o Deus separado das imagens, o Deus omnipotente “porque criou todas as coisas”, o Deus omnipresente representado por ser grande e impetuoso, pela convulsão do fogo, pelo terramoto ou furacão para libertação nas aguas do Mar Vermelho.
À Sua presença, Moisés teve de colocar um véu sobre o seu próprio rosto. - Transcendeu a fronteira daquilo que a um homem cabe ver.
Deus não tem principio, não tem fim, sempre existiu, concluem os escritores dos livros que se congregam na Bíblia.

Deus não tem corpo.

É-me impossível falar de Deus sem lhe associar o Seu corpo. Um corpo divino, poderoso e obscuro que se atravessa na minha imaginação, que se agarra ao meu corpo.
Um corpo de amor, que não tem principio, que não tem fim.

quarta-feira, junho 14, 2006

Sensualidade






Como, para Ti, olhar não consegui
Aprender não prossegui

E num fugaz olhar…

Fizemos diligencias
Trocámos inteligências.

terça-feira, junho 13, 2006

Bonecos sem assinatura

Álvaro Cunhal foi uma das figuras mais marcantes do século XX português e teve uma grande influência, mesmo internacional. Pense-se o que se pensar das suas ideias e da acção política, não é possível fazer a história do nosso tempo sem ter em conta a sua poderosa personalidade e intervenção, quer durante os longos anos da ditadura, quer no 25 de Abril e nas décadas que se lhe seguiram.

… Tinha uma personalidade vigorosa e era um homem de múltiplos talentos político, escritor, desenhador, pintor, tradutor.

… Conheci relativamente bem o Dr. Álvaro Cunhal, pois tive vários contactos e longas reuniões com ele, antes e depois do 25 de Abril. … Apesar das profundas diferenças que existiam entre nós, foi possível… chegar-se a um entendimento…

A História avaliará a acção de Álvaro Cunhal…”

(Depoimento de Jorge Sampaio)

Eugénio de Andrade


Frente a frente
Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

segunda-feira, junho 12, 2006

Intolerâncias Radicais - 4/4


O desembarque na Normandia - Após meses de preparativos, o grande desembarque na costa da Normandia teve início na madrugada de 6 de Junho de 1944. Apesar da resistência dos alemães, os Aliados conseguiram romper sua linha de defesa. Tropas americanas e da Resistência francesa tomaram Paris em 25 de Agosto. Dias antes, os Aliados também haviam desembarcado na costa mediterrânea. De Gaulle assumiu o governo da França.
Em 20 de Julho de 1944, Claus Schenk, conde de Stauffenberg, perpetrou um atentado contra Hitler, em nome do movimento de resistência, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general na Prússia Oriental. A represália não se fez esperar: mais de quatro mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram executadas nos meses seguintes.
Embora o desmoronamento do Terceiro Reich fosse incontestável, Hitler ordenou em 25 de Setembro de 1944 a convocação de todos os homens de 16 a 60 anos, pouco depois de seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, tornar a proclamar a "guerra total". A virada da situação fez com que pequenos países que haviam se aliado à Alemanha, como a Roménia, abandonassem a guerra ou mudassem de frente.

O fim da guerra na Europa - Enquanto a ofensiva nas Ardenas consumiu as últimas reservas alemãs na frente ocidental, um novo ataque soviético acabou com o que restava das tropas alemãs no Leste. O Exército Vermelho tomou Varsóvia em 17 de Janeiro de 1945 e logo depois isolou a Prússia Oriental do resto do Reich. Em 30 de Janeiro, as tropas soviéticas atingiram o Rio Oder, na actual fronteira entre a Polónia e a Alemanha. Nos meses seguintes, caíram a Silésia, a Prússia Ocidental e a Pomerânia Oriental, Königsberg e Danzig (Gdansk).
A ofensiva dos aliados ocidentais não avançou com tanta rapidez. Vindos da Holanda, os americanos entraram na Alemanha em 23 de Fevereiro, atingindo Colónia em 7 de Março de 1945. No mesmo dia, tomaram a ponte de Remagen, sobre o Reno, a única que não fora destruída. Os ingleses dirigiram-se à região industrial do Ruhr e avançaram depois para o norte, enquanto as tropas americanas rumaram para o sul.

A queda de Berlim e a capitulação - Munique caiu em 30 de Abril, cabendo ao Exército Vermelho a conquista de Berlim, Praga e Viena. O comandante de Berlim capitulou em 2 de maio de 1945. Hitler já havia se suicidado em 30 de Abril num bunker na capital alemã, depois de nomear o almirante von Dönitz seu sucessor como chefe de Estado. Von Dönitz ordenou que o chefe do Estado-Maior, general Alfred Jodl, assinasse a capitulação incondicional em 7 de maio de 1945, no quartel-general dos Aliados, em Reims. A rendição entraria em vigor no dia seguinte, considerado oficialmente a data do final da Guerra. Dois dias depois, o comandante da Wehrmacht, marechal Wilhelm Keitel assinava a capitulação também no quartel-general soviético, em Berlim. Em 5 de Junho de 1945, os quatro comandantes-em-chefe dos aliados anunciaram ter assumido o controle em toda a Alemanha.
A guerra no Pacífico ainda se estendeu até 2 de Setembro de 1945, quando o Japão assinou sua capitulação. Para submeter os japoneses e não prolongar mais ainda a guerra, os americanos atiraram as primeiras bombas nucleares sobre Hiroshima (06/08) e Nagasaki (09/08).

O balanço - A II Guerra deixou um saldo de mais de 30 milhões de mortos. Algumas estimativas vão até 55 milhões. Só na União Soviética, morreram cerca de 20 milhões. O Holocausto custou a vida de 5,2 milhões a 6 milhões de judeus. Na Alemanha, morreram 5,25 milhões; na Polónia, 4,5 milhões; no Japão 1,8 milhão, e na Jugoslávia, 1,7 milhão de pessoas.
Ao final da Segunda Guerra, a Alemanha, a Itália e o Japão deixaram de ser grandes potências. Os Estados Unidos e a nova super potência União Soviética haviam definido a guerra na Europa, que dividiram de fato em duas zonas, conforme seu poderio e sua esfera de influência. No Leste Asiático, dominaram inicialmente os EUA, despontando o declínio da Grã-Bretanha e da França, embora estas constassem entre os vencedores.

Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE

domingo, junho 11, 2006

Frouxa Partida


Portugal – Angola foi um jogo fraco.


No primeiro jogo de Portugal do Mundial 2006 a equipa portuguesa ganhou o encontro, vitoriando-se por uma bola a zero, pese embora se tenham esgotado as substituições de jogadores e de terem sido titulares da posse de bola durante o jogo.

Portugal perdeu consistência de jogo logo que marcou o primeiro e único golo da partida.

A segunda parte do jogo caracterizou-se com os portugueses a jogaram sem entusiasmo, incentivando-se essa tendência a partir dos 75 minutos da partida.

Valeu-nos o guardião Ricardo, perante as escassas investidas de Angola.

Fico com a ideia, por aquilo que vi hoje, que não é jogo para se apresentar contra as restantes equipas.

Scolari, o grande general, deve agora estar a ajustar contas com os jogadores pelo frouxo espectáculo que ofereceram ao público.

Íntima persuasão

Image: Merci P.Balint
DESEJOS SECRETOS

Dentro de mim... imagino você
moreno... charmoso... sensual...
olhar romântico... sedutor,afinal,
você é um poeta, um escritor.

Eu me pergunto como serão seus olhos...
pretos, castanhos ou azuis?
Pouco importa a cor que tenham
desde que haja compreensão, respeito e amor.

Você tem quase os mesmos gostos meus,
escreve... eu escrevo...
toca instrumentos musicais... eu também...
gosta de dançar... assim como eu...
sonhar, viajar, deixar-se levar pelos acordes,
pela melodia, e flutuar nos sonhos seus.

Ainda não nos vimos, não nos tocamos,
apenas sentimos
sons divinos...
Serão os sininhos,
ou encontramos na música
o termo divino...
a essência do amor?

Quem sabe um dia você venha
E estarei linda, linda, como mulher
Mas no coração terei sonhos de menina,
que deseja ser amada, desejada e seduzida!

Não demore muito! Sabe... a vida não espera,
pode ser que neste vazio, cansada da solidão,
eu vagueie pelos parques... e por lá encontre
o rosto que desenho no meu coração!
ARNEYDE T. MARCHESCHI

sábado, junho 10, 2006

Voo, Orgásmico

Image: Virgiliu Narcis
Poemas de saliva

Deslizo poemas de saliva
No rascunho da tua pele
Rimas profanas, estrofes abissais
O sentido profundo de um verso
Fala a língua dos teus gestos
Em convulsões gramaticais

Poemas recatados na tua pele sem pecado
Poemas de navalha no teu corpo sem perdão
A figura de linguagem do desejo
Fala a língua do meu beijo
Sem tradução

Ricardo Kelmer - escritor brasileiro

sexta-feira, junho 09, 2006

Mentes Despertas

Image: chris henry

PARA ALGUÉM ESPECIAL


Às vezes no meu pensamento você se instala,

Como um pássaro no ninho...

Percorre o meu interior,


acaricia o meu corpo, dança comigo.

Afaga-me os cabelos, os seios, o umbigo

E eu deliro!...

Às vezes no meu pensamento
você se instala como a ostra na concha...

E nele faz eróticos redemoinhos.

Embriaga-me de prazer, de sonhos,

De desejos...

E eu viajo!

Por estradas imensuráveis

e por limitados caminhos

Vamos nós dois, ora pulando,

ora sorrindo como se anunciássemos

as delícias do amor.

E, numa vontade voraz numa ânsia tresloucada,
nos possuímos, nos amamos

Dando voz à madrugada.

Às vezes do meu pensamento você
me escapa como um peixinho ligeiro...

Torno-me só, indolente, desolada.

E nesse momento pungente é que concluo

Que sem você sou vazia, incapaz,...

Sou quase nada...

ARNEYDE T. MARCHESCHI (poetisa brasileira)

quinta-feira, junho 08, 2006

Intolerâncias Radicais - 3/4

A luta no Pacífico - O Japão conquistou rapidamente terreno no Sudeste Asiático, avançando pela Tailândia, Birma e Malaia (actual Malásia), Singapura, Hong Kong e boa parte das Filipinas, o que lhe garantiu o acesso a fontes de matérias-primas de que necessitava para uma guerra de longa duração.
No início de 1942, Alemanha e Japão dividiram as zonas de operação, mas não chegou a haver uma intensa cooperação militar entre os dois países. Preferindo subjugar primeiramente a União Soviética, Hitler rechaçou o plano do comandante da Marinha, almirante Erich Raeder, de actuar em conjunto com o Japão e transferir as acções de guerra alemãs para o Mediterrâneo e o Oriente Médio.

Bildunterschrift: O Holocausto - As primeiras ordens para o extermínio dos judeus foram dadas em 31 de Julho de 1941, mas foi durante a Conferência de Wannsee, em 20 de Janeiro de 1942, que assumiram forma concreta os planos da "solução final" (Endlösung): a aniquilação sistemática de todos os judeus nos países sob o domínio nazista.
Nos meses seguintes, começou o genocídio dos judeus nos campos de concentração e extermínio de Auschwitz, Treblinka, Belzec, Sobibor, Chelmno e Maidanek. Os que não morreram de doenças e subnutrição nos trabalhos forçados, não escaparam das câmaras de gás. Fuzilamentos em massa, geralmente executados pelas SS, também foram frequentes, principalmente na Europa Oriental. O genocídio custou a vida de 5,2 milhões a 6 milhões de judeus, a maioria poloneses.

A guerra por mar - No mar, os submarinos alemães causavam graves perdas aos inimigos e às nações que os apoiaram, atacando e afundando até navios da Marinha Mercante Brasileira. De Janeiro a Julho de 1942, a Marinha de guerra alemã afundou navios aliados com um total de 2,9 milhões de toneladas. Sobre as águas, porém, as batalhas praticamente terminaram para os alemães com o afundamento do navio de guerra Bismarck, em 27 de Maio de 1941. Por outro lado, desde Março de 1942 aumentaram os ataques aéreos britânicos contra cidades alemãs .

A capitulação na África - A mudança decisiva no cenário de guerra europeu e africano começou no final de 1942, com a grande ofensiva do general britânico Bernard Montgomery contra Rommel na África que, em etapas, foi se deslocando para o oeste. A seguir, tropas americanas e britânicas aterraram em Marrocos e na Argélia, sob o comando de Dwight Eisenhower, com o que os Aliados escolheram a região do Mediterrâneo para uma guerra de desgaste em grande estilo.
Na conferência de Casablanca, em 24 de Janeiro de 1943, Roosevelt e Churchill anunciaram como objectivo de guerra a "capitulação incondicional" da Alemanha, Itália e do Japão. Decidiu-se ainda fortalecer os bombardeios contra a Alemanha, dos quais também passou a participar a Força Aérea americana. A capitulação do que restou do exército de Rommel e das tropas italianas na África deu-se em 13 de maio de 1945.

A ofensiva soviética - Na frente Leste, uma grande ofensiva soviética no final de 1942 acabou cercando o 6º Exército alemão entre os rios Volga e Don. Embora Hitler proibisse tanto a capitulação como a retirada, o marechal Friedrich Paulus entregou-se, com parte das tropas, em 31 de Janeiro de 1943. Stalingrado foi o começo do fim para Hitler. A notícia de que os Aliados haviam desembarcado na Sicília, em 10 de Julho de 1943, fez com que Hitler interrompesse os combates no Cáucaso para concentrar forças na Itália. A partir de então, a União Soviética passou a ditar os acontecimentos na frente Leste.
Após um último aumento da capacidade destrutiva dos submarinos alemães até Março de 1943, os ingleses conseguiram decifrar o código alemão de radiocomunicação. As perdas foram tão elevadas, que o comandante da Marinha de guerra alemã, almirante Karl von Dönitz, suspendeu, em maio, o combate aos comboios aliados no Atlântico.

A queda da Itália - O desembarque dos Aliados na Sicília encontrou pouca resistência italiana. Uma moção de desconfiança contra Mussolini culminou com sua prisão, em 25 de Julho de 1943. O governo nomeado pelo rei Victor Emanuel III assinou um armistício com os Aliados, que desembarcaram no sul da Itália em Setembro. As tropas alemãs, por sua vez, ocuparam Roma em 10 de Setembro e começaram a desarmar as tropas italianas. Mussolini foi libertado por um comando alemão de pára-quedistas e passou a chefiar uma república social Italiana, fascista e dependente da Alemanha. A grande ofensiva aliada, contudo, só teve início em 12 de maio de 1944. No mês seguinte, as tropas alemãs deixaram Roma, concentrando-se no norte.
Em 3 de Janeiro de 1944, o Exército Vermelho ultrapassou a fronteira soviético-polonesa de 1939. Em 22 de Junho deste ano, quando se completavam três anos da invasão alemã, Estaline ordenou também uma grande ofensiva contra as divisões alemãs concentradas no centro. Como Hitler insistisse em manter a linha da frente, em poucos dias os soviéticos conseguiram rompê-la, desgastando as 38 divisões alemãs. Com isso, os soviéticos chegaram até o leste de Varsóvia e cortaram as vias de abastecimento das tropas alemãs nos países bálticos.
A ofensiva aérea dos Aliados ganhou grande força a partir do verão de 1943. Bombardeios britânicos causaram graves danos a cidades alemãs, entre as quais Hamburgo e Berlim. No ano seguinte, o alvo foram as refinarias, o que levou a uma queda fatal da produção de combustível.

Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE

quarta-feira, junho 07, 2006

Energia Solar



Finalmente, o primeiro passo!

A maior central de energia solar do mundo foi lançada, ontem, em Serpa, no Alentejo.

A central que estará concluída em Janeiro do próximo ano irá produzir energia para abastecer oito mil lares o que permitirá reduzir cerca de 30 mil toneladas de emissão de dióxido de carbono por ano.

Terá 52 mil painéis foto voltaicos numa área de 32 hectares e ficará com uma capacidade instalada de onze mega watts (MW).

Este é o primeiro passo para a instalação de uma outra central que se prevê venha a ser criada a partir de Dezembro de 2007 no concelho vizinho de Moura.

Até que enfim!

Ficam assim os Alentejanos e todos nós portugueses de parabéns.

Aos legisladores um forte aplauso.

terça-feira, junho 06, 2006

Até sempre, Raul Indipwo


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner
(poetisa portuguesa)

segunda-feira, junho 05, 2006

domingo, junho 04, 2006

Sintonias

Image: Mike Brock Schmidt


Em Órbita
Com você
quero todas as intimidades
de um amor escandalosamente carnudo,
sobretudo imperfeito,
que seja capaz de fazer
eles morderem a boca de despeito
e nós lambermos os beiços de prazer.
Com você
quero um amor que não precisem devassar
porque é claro e transparente;
daí ameaçar a tanta gente pesada,
que não sabe flutuar
nem libertar-se da seriedade.
Com você
quero um amor tão à vontade
que muito mais leve que o ar
possa desafiar a lei da gravidade...

Leila Míccolis
(poetisa brasileira)

sábado, junho 03, 2006

"porque hoje é Sábado"

Hoje estive com a família e amigos chegados numa sardinhada.

…sardinhada, carapausada, salada, cervejada, etc. Foi uma fartura, no quintal dos meus Cunhados.

Pena que a minha Cunhada não pôde estar presente por razões profissionais, de resto foi um dia muito bem passado junto da minha querida mulher dos meus filhos, sogro, sobrinhos, sobrinhas, cunhado e amigos. Amigos que, como dizia meu avô, devemos ter como os livros: “poucos mas escolhidos”.

Muito obrigado a todos.

sexta-feira, junho 02, 2006

Intolerâncias Radicais - 2/4


“Ao dar início à sua política expansionista, Hitler previu a guerra desde o início. Com a invasão da Polónia, em Setembro de 1939, deflagrou um conflito mundial que se estendeu até 1945.

Hitler não se contentou em anexar a Áustria e os Sudetos (em Março e Setembro de 1938, respectivamente). Com a intenção de dominar a Europa, previu a guerra desde o início. Depois de desmembrar a Checoslováquia, ordenou a invasão da Polónia, em 1º de Setembro de 1939. O Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha dois dias depois, cumprindo o acordo de defesa da Polónia. Deflagrara-se, assim, a Segunda Guerra Mundial, que se estendeu até 1945 e devastou grande parte da Europa.
Estaline, que recusava uma aliança com a França e o Reino Unido, assinara um pacto de não-agressão com a Alemanha em 23 de Agosto de 1939. Hitler fez um jogo militar ousado com seus adversários. Sabendo que a vantagem alemã no armamento não se manteria por muito tempo e que somente uma rápida sequência de campanhas militares poderia evitar um fracasso semelhante ao da Primeira Guerra Mundial, criou o conceito do blitzkrieg. Danzig (Gdansk), a Prússia Ocidental e algumas regiões que sempre pertenceram à Polónia foram anexadas ao Deutsches Reich, após a capitulação daquele país em final de Setembro. Os judeus poloneses foram amontoados em guetos, como o de Varsóvia.

Depois da Polónia, a França - Super estimando o poderio militar alemão nesse momento, o Reino Unido e a França permaneceram na defensiva. Como os adversários não reconhecessem suas anexações no Leste, Hitler iniciou uma campanha em 10 de Maio de 1940, invadindo a França depois de ferir a neutralidade da Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Paris foi ocupada pelas tropas alemãs em 14 de Junho de 1940.
Embora Winston Churchill propusesse uma união entre o Reino Unido e a França e o prosseguimento da resistência francesa a partir do norte da África, a maioria do gabinete francês decidiu-se por um armistício. Este foi assinado em 22 de Junho pelo marechal Philippe Pétain, que dias depois transferiu seu governo para Vichy, no sul da França. Seu regime cooperou com o nazismo. O general Charles de Gaulle, que se refugiara em Londres, anunciou a continuidade da resistência.
Países e regiões ocupados foram colocados sob comando militar alemão; Luxemburgo e a Alsácia Lorena, anexados. Ao mesmo tempo, falharam tentativas alemãs de preparar um desembarque na Grã-Bretanha e de enfraquecer o adversário através de uma ofensiva aérea. Nesse meio tempo, os Estados Unidos passaram a apoiar cada vez mais o Reino Unido.

África, Balcãs e Grécia - No final de 1940, o exército britânico iniciou uma ofensiva contra as forças italianas no norte da África. Hitler atendeu a um pedido de Mussolini, enviando uma esquadra à Sicília e, em Fevereiro de 1941, uma divisão à Líbia integrando o Afrika-Korps, sob o comando do marechal Erwin Rommel.
Após o fracasso do ataque italiano à Grécia, iniciado em 28 de Outubro de 1940, Hitler preparou uma ofensiva de apoio, procurando incluir a Hungria, Roménia, Bulgária e os países dos Balcãs na Tríplice Aliança, o pacto estabelecido com a Itália e o Japão em 27 de Setembro de 1940. As tropas alemãs esbarraram em resistência na Jugoslávia e, depois de tomar Belgrado em 17 de Abril de 1941, venceram o Exército grego e entraram em Atenas dez dias depois.
Os preparativos para a campanha contra a União Soviética haviam sido iniciados em Julho de 1940. Até meados de 1941, mais de três milhões de soldados alemães haviam avançado na região entre o Mar Báltico e o Mar Negro, bem como na Finlândia. Além de objectivos militares, Hitler queria aplicar seu programa racial. Convicto da superioridade da raça ariana, ele ordenou a partir de 1941 a aniquilação da liderança comunista, o extermínio sistemático dos judeus e a dizimação da população eslava. Um plano geral para o Leste, elaborado pela cúpula da SS, previa a expulsão e o traslado de milhões de eslavos e uma paulatina germanização da Europa Oriental.
O governo soviético não ultimou grandes preparativos de guerra, apesar das advertências. Estaline não acreditava que Hitler atacasse a Rússia antes de encerrar a campanha na frente ocidental. Em vão, Estaline tentou entender-se com Hitler, a fim de ganhar tempo para armar o Exército Vermelho e mobilizar de 10 a 12 milhões de reservistas.

A expansão da guerra - Em 22 de Junho de 1941, a Alemanha e seus aliados europeus atacaram a União Soviética. Hitler pensava debilitar o Exército Vermelho em pouco tempo e depois transferir a maior parte dos tanques para as campanhas seguintes. A combatividade do Exército Vermelho e sua superioridade numérica levaram o ataque alemão rumo a Moscovo ao fracasso. A contra-ofensiva soviética no duro Inverno de 1941/42 causou muitas baixas ao Exército alemão. Hitler, que ordenara "não se perder uma polegada" de solo conquistado e uma "resistência fanática", assumiu pessoalmente o comando militar.
O ataque à União Soviética levou à formação da "coalizão anti-Hitler", que até então fracassara pelo conflito de interesses. Em 12 de Julho de 1941, o Reino Unido e a União Soviética assinaram um tratado de ajuda mútua. No mês seguinte, um ataque conjunto dos dois países ao Irão abriu caminho para o envio de material de apoio logístico à União Soviética.
O agravamento do conflito entre os Estados Unidos e o Japão fez com que os combates se voltassem também para o Ocidente. Depois que os japoneses ocuparam o sul da Indochina, Roosevelt determinou um embargo de petróleo, que afectou profundamente a economia japonesa. Em 1º de Dezembro de 1941, o Japão declarou guerra aos Estados Unidos e ao Reino Unido e, em 7 de Dezembro, atacou Pearl Harbor. Estabeleceram-se assim as frentes de guerra: o eixo Berlim-Roma-Tóquio contra a coalizão anti-Hitler. O Japão e a União Soviética, contudo, mantiveram o acordo de neutralidade assinado em Abril de 1941.”

Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE

quinta-feira, junho 01, 2006

Criança


Eu

sou

do

tamanho

do

que

escrevo


Fernando Pessoa

“futuro escritor e poeta aos 14 anos de idade”
(Extraído da Revista EGOISTA de Dezembro de 2004)

quarta-feira, maio 31, 2006

Palavras nunca ditas

Image: Fernando Penim Redondo


Palavras tão belas pensei
Enquanto dormir tentava
Fui buscar papel e caneta
E quando tentei escrever
A palavra teimava
Em não aparecer
Que pena gravado não as ter
Na memória do pensamento
Aquelas palavras
Tão belas
Que pensei naquele momento

SF

terça-feira, maio 30, 2006

Intolerâncias Radicais -1/4

“Logo após assumir o poder, em Janeiro de 1933, Adolf Hitler começou a montar um sistema ditatorial caracterizado pela repressão a todos que não lhe fossem convenientes, pela perseguição aos judeus motivada por uma ideologia anti-semita e pela expansão militar e territorial.

A partir de 1930 o movimento nazista de Adolf Hitler adquiriu importância, aproveitando-se do descontentamento popular com as crises económica e política. O Partido Nacional-Socialista (NSDAP) era antidemocrático, anti-semita e de um nacionalismo exaltado. Com uma pregação pseudo-revolucionária, tornou-se a maior força política em 1932. Com a demissão de Franz von Papen, o último chanceler da República de Weimar, o presidente Hindenburg chamou Hitler para constituir o novo governo.
Nomeado chanceler do Reich em 30 de Janeiro de 1933, Hitler, que considerava o cargo apenas um passo para a tomada do poder absoluto, começou imediatamente a montar um sistema ditatorial. Desfez-se rapidamente dos aliados que permitiram sua ascensão, reservando-se plenos poderes. Através de uma lei aprovada pelos partidos burgueses, proibiu todos os agrupamentos políticos, com excepção do seu NSDAP. O Partido Social Democrata e o Partido Comunista foram dissolvidos e os demais, forçados à auto dissolução.
O incêndio do prédio do Reichstag (parlamento), em 27 de Fevereiro de 1933, logo atribuído aos comunistas, serviu de pretexto para a aprovação de leis que revogaram os direitos fundamentais, puseram fim à liberdade de imprensa e desmantelaram os sindicatos, principal esteio dos movimentos sociais contrários ao nacional-socialismo.

Repressão e anti-semitismo - Bildunterschrift: A partir de então, não havia instância policial ou estatal capaz de conter os distúrbios e agressões das SA, as temidas milícias paramilitares do Partido Nacional-Socialista. O esquadrão comandado por Heinrich Himmler, a SS (Schutzstaffel), começou a sedimentar sua posição especial no aparato repressivo. Qualquer tentativa de resistência era brutalmente sufocada. O regime perseguia impiedosamente não só adversários políticos - a começar por comunistas e social-democratas -, como todas as pessoas que não eram do seu agrado. Milhares foram presas e, sem qualquer processo judicial, internadas em campos de concentração construídos da noite para o dia.
Mal tomara o poder, o regime começou a pôr em prática seu programa anti-semita. Passo a passo, os judeus foram despojados de seus direitos individuais e civis, proibidos de exercer a profissão e de frequentar certos locais, expulsos de universidades, agredidos, forçados a entregar ou vender empresas e propriedades. Quem podia, tentava fugir para o exterior para se pôr a salvo das espoliações, injustiças e vexações.
A perseguição política e a ausência de liberdade de expressão e informação levaram milhares de pessoas a abandonar o país. A emigração forçada de inúmeros intelectuais, artistas e cientistas de renome representou uma perda irreparável para a vida cultural da Alemanha.
Militarização e recuperação económica - Bildunterschrift: Com a morte do marechal Paul Hindenburg em 1934, Hitler acumulou também a função de presidente. Sua política militarista tomava forma e as forças armadas passaram a prestar-lhe juramento como Führer (líder ou guia). Em 1935, foram declaradas extintas as restrições militares do Tratado de Versalhes, introduzindo-se o serviço militar geral e obrigatório, com o que se restabeleceu a soberania militar do Reich.
A frágil República de Weimar (de 1919 a 1932) não durou o suficiente para que o sistema liberal-democrático estabelecesse raízes profundas na sociedade alemã. O caos durante esse período deixou muitos alemães propensos à aceitação da ditadura nacional-socialista. Os violentos conflitos internos, manifestos em sangrentas batalhas de rua entre adversários políticos e o desemprego em massa haviam abalado a confiança do povo no poder do Estado. Hitler, porém, conseguiu dinamizar novamente a economia. Seu regime impôs uma combinação extremada de capitalismo e socialismo estatal, em que tanto os proprietários de grandes empresas como os operários se subordinavam ao controle do Estado e ao poder público totalitário. Dois planos quadrienais, iniciados em 1936, davam à economia um aspecto de guerra, com destaque para a produção de sintéticos. Programas de geração de empregos e a produção de armas levaram à diminuição do exército de desempregados. O fim da crise económica mundial favoreceu tal política. Os judeus foram sendo excluídos da vida económica, tendo seus bens confiscados em Novembro de 1938.

Política externa - No âmbito da política externa, Hitler também conseguiu impor seus objectivos, inicialmente. A pouca resistência encontrada foi fortalecendo a sua posição. Em 1935, a região do Sarre, até então sob a administração da Liga das Nações, foi reintegrada no território nacional. Em 1936, as tropas alemãs invadiram a Renânia, zona desmilitarizada desde 1919. A assinatura de um pacto com o Reino Unido, em 1935, permitiu o rearmamento naval da Alemanha até 35% do poderio britânico. Desmoronava, assim, todo o esquema de contenção da Alemanha, armado pelos franceses desde o fim da Primeira Guerra Mundial.
A guerra civil espanhola, iniciada em 1936, motivou um confronto entre esquerda e direita. Enquanto o governo republicano foi apoiado pela União Soviética, os rebeldes franquistas tiveram ajuda da Itália e da Alemanha. Os dois países aliaram-se em Outubro do mesmo ano, no eixo Roma-Berlim. Japão e Alemanha, por outro lado, haviam se unido no Pacto Anti-Komintern. Com a adesão da Itália a Este, em 1937, configurava-se a Tríplice Aliança, que se manteria até a Segunda Guerra.
O avanço para a formação do Terceiro Reich prosseguiu: em 1938, a Áustria foi anexada (Anschluss), com o que Hitler cumpriu o que fixara como um de seus primeiros objectivos no livro Mein Kampf (Minha Luta). As potências ocidentais permitiram que ele incorporasse ainda a região dos Sudetos, na Checoslováquia, em 1939, ano em que começou a Segunda Guerra Mundial.”

Extraído do site DW-WORLD. DE DEUSTSCHE WELLE

segunda-feira, maio 29, 2006

Bioesfera

Energia Renovável.
Regular ou Controlar?

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL???
NÃO, NÃO E NÃO!!!