Como se fosse uma tempestade
Quando a água debaixo do chuveiro
A resgatou do seu aturdimento
De olhos fechados imagina
Milhares de gotas apressadas
A salpicar-lhe o manto da infância
Como se fosse uma tempestade
De algum longínquo veraneio.
Na estancia a que os conduziu
Os descaminhos da noite
Pede “seca-me os cabelos”
Como lhe faziam em menina.
Depois vai à janela e encara
De frente um céu assombrado:
Estas horas passarão num ápice
Chegará o dia e o adeus
E só ficará a ausência.
O frio roça-lhe a pele húmida.
José Agustin Goytisolo
(poeta espanhol)
Quando a água debaixo do chuveiro
A resgatou do seu aturdimento
De olhos fechados imagina
Milhares de gotas apressadas
A salpicar-lhe o manto da infância
Como se fosse uma tempestade
De algum longínquo veraneio.
Na estancia a que os conduziu
Os descaminhos da noite
Pede “seca-me os cabelos”
Como lhe faziam em menina.
Depois vai à janela e encara
De frente um céu assombrado:
Estas horas passarão num ápice
Chegará o dia e o adeus
E só ficará a ausência.
O frio roça-lhe a pele húmida.
José Agustin Goytisolo
(poeta espanhol)




















